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Uma proposta para o calendário do futebol brasileiro em 2014
(artigo publicado em 25/09/2013)


Nesta terça-feira, 24/09/2013, a imprensa esportiva brasileira noticiou amplamente um movimento formado por jogadores, técnicos, dirigentes e jornalistas com o intuito de "revolucionar" o calendário do futebol brasileiro. Infelizmente, por "revolucionar" essas pessoas entendem acentuar a europeização e a modorrização do nosso esporte predileto.

Já que esse movimento, curiosamente alcunhado Bom Senso F.C., está disposto a agir em prol de uma causa, não seria este o momento de fazer jus a esse apelido e pensar com clareza e bom senso em vez de insistir cegamente em imitar a Europa e repetir refrões "da moda" (como a "inversão de calendário")? Não seria este o momento idel para se tentar, pelo menos uma vez na vida, pensar sem pré-conceitos, sem se prender a premissas dogmáticas e procurando observar e respeitar as particularidades do Brasil e do futebol brasileirol?

Basta parar para observar, por exemplo, que 1998 e 2002 também foram anos de Copa do Mundo e mesmo assim os campeonatos puderam caber no calendário sem maiores dificuldades! Basta parar para pensar, por exemplo, que o propalado "modelo argentino do calendário europeu" (tão defendido por muitas cabeças importantes da imprensa brasileira) já estava implantado no Brasil até 2002 (sim: se trocarmos os nomes "Apertura" por "Brasileiro" e "Clausura" por "estadual" veremos que, naquela época, os calendários brasileiro e argentino eram idênticos!) e foi o parto desse elefante branco chamado Campeonato Brasileiro por pontos corridos o único responsável pela "dessincronização" dos calendários!

Sem falar de outro ingrediente, periférico à questão do calendário, mas nem por isso menos importante: em 23 de setembro de 2013, todos já sabiam quem é o Campeão Brasileiro da temporada e somente os desfechos secundários da competição restam em aberto! Em radical contraste, em 23 de setembro de 2002, 2001, 2000, 1999, 1998 etc. TODOS OS CLUBES PARTICIPANTES do Campeonato Brasileiro ainda estavam concretamente envolvidos na briga pelo título!
Indo direto ao ponto, se existe um "vilão" nessa história, este está escancarado e só não o percebe quem não quer abrir os olhos e se desaferrar de seus dogmas:

1 - Até 2002, o Campeonato Brasileiro não durava mais do que 29 datas (sendo perfeitamente possível conceber um formato semelhante com menos de 25 datas), enquanto atualmente é preciso caber no calendário um dinossauro de 38 rodadas!

2 - Até 2002, o Campeonato Brasileiro tinha vinte e poucas rodadas e quatro meses de duração, se encerrando antes de ficar cansativo. Hoje, com intermináveis 38 rodadas distribuídas em longos 7 meses, o campeonato fica desinteressante muito antes de terminar!

A propósito, para quem acha que é necessário que o Campeonato Brasileiro seja longo, lembro que, à parte as discussões sobre Sport, Módulo Amarelo etc., o Campeonato Brasileiro mais bem sucedido e com a maior média de público de todos os tempos foi a Copa União de 1987, que durou apenas três meses e 19 rodadas!

Se outro exemplo for necessário, pergunto: quem é mais importante, atraente, lucrativo etc.? A Copa do Mundo ou as Eliminatórias? E qual desses campeonatos dura um mês e qual dura três anos?

Campeonato Brasileiro tem que ser o filé mignon, que se espera ansiosamente para comer, e não o arroz com feijão de todo dia!

3 - Até 2002, TODOS OS CLUBES PARTICIPANTES do Campeonato Brasileiro chegavam às últimas rodadas com chances concretas de titulo e o campeão só era conhecido no último jogo! Hoje em dia, por outro lado, dois meses antes do final já tem muito time sem nada pra fazer no campeonato e só esperando o ano acabar!

4 - Até 2002, a janela de contratações européias e as copas de seleções não atropelavam nenhum campeonato em andamento! Quando o Campeonato Brasileiro começava, quem tinha que sair já saiu, quem tinha que chegar já chegou, quem estava na Seleção já voltou e os clubes entravam na primeira rodada do campeonato com seus elencos definitivos!

Já de 2003 para cá, não só a janela européia como as Copas das Confederações de 2003, 2005 e 2009, as Olimpíadas de 2008 e 2012 (em 2004 o Brasil não disputou o futebol masculino) e as Copas América de 2004, 2007 e 2011 aconteceram em paralelo ao Campeonato Brasileiro e desfalcaram seriamente os clubes que o disputavam!

Em tempo, para quem acredita dogmaticamente que com a "inversão do calendário" esse atropelo desapareceria, lembro que isso é falácia para boi dormir! Em janeiro existe a segunda janela européia e é disputado o Sul-Americano sub-20, que também tem valor de Pré-Olímpico e freqüentemente desfalca os elencos principais dos seus clubes (lembrem-se de que Neymar, Lucas, Oscar e outros craques estavam na Seleção Brasileira campeã sul-americana sub-20 em 2011 e conseqüentemente desfalcariam por um mês os seus times se o Campeonato Brasileiro estivesse em curso!). Logo, um Campeonato Brasileiro disputado de agosto/setembro a maio seria igualmente prejudicado por eventos paralelos que obrigariam seus participantes a serem desfalcados e reconstruídos durante sua disputa!

Isso tudo sem falar no Mundial de Clubes, disputado em dezembro e que obrigaria o clube que fosse disputá-lo a se ausentar do Campeonato Brasileiro e adiar seus jogos desse período, provocando um inevitável congestionamento de datas quando esses jogos fossemrealizados.

5 - Até 2002, as finais da Copa do Brasil e da Libertadores coincidiam com as finais dos estaduais e isso permitia que os times disputassem o Campeonato Brasileiro focando-se unicamente nessa competição, sem necessidade de dividir atenções nem de poupar jogadores para os jogos decisivos daquelas competições!

De 2003 para cá, porém, são inúmeros os casos de clubes que perdem pontos importantes no Campeonato Brasileiro por poupar seus principais jogadores para as copas paralelas e depois acabam condenados a passar o segundo semestre inteiro cumprindo tabela nas posições intermediárias do campeonato por não conseguir recuperar aqueles pontos perdidos!

6 - Até 2002, um time que tivesse pontos perdidos por erros de arbitragens, por negociar jogadores importantes para o exterior em meio à disputa, por desfalques provocados por convocações da Seleção Brasileira ou por poupar titulares para jogos de competições paralelas, poderia ter esse prejuízo zerado desde que terminasse a fase inicial do campeonato entre os 8 primeiros colocados.

De 2003 para cá, por outro lado, esses pontos perdidos são irreversíveis e graças a eles muitos times chegam, dois meses antes do final do campeonato, sem nada para almejar e relegados a cumprir tabela e a esperar o ano acabar!

Em suma: estadual com 17 datas (10 para a fase classificatória e 7 para as finais), Brasileiro com 22 datas (17 para a fase classificatória e 5 para as finais), com Copa do Brasil, Libertadores, Sul-Americana, janela européia, Seleção Brasileira etc. tranqüilamente encaixados nos meios de semana e nos recessos de junho/agosto e dezembro/janeiro. Campeonatos estaduais e brasileiro curtos e eletrizantemente disputados até o fim.
Não é uma solução muito mais humanamente factível do que inventar contorcionismos para manter o bode dentro da sala?

Por fim, para não dizerem que apenas critico, venho humildemente apresentar uma sugestão de calendário que, modéstia à parte, resolveria todos os problemas atualmente enfrentados pelo futebol brasileiro:


(veja aqui a versão 2016 desse calendário)

Quem se dispuser a analisar essa proposta com um mínimo de imparcialidade e bom senso claramente verá que esse calendário:
  • permite a coexistência de campeonatos estaduais e nacionais sem acúmulo de datas;
  • garante atividade contínua para TODOS os clubes do país e não somente para 40 afortunados;
  • garante aos clubes e atletas dois recessos por ano, com tempo de sobra para férias, treinos e pré-temporadas;
  • preserva os campeonatos de clubes de coincidências com copas de seleções, janelas de transferências e outros eventos que possam desfalcar os participantes em meio à disputa;
  • garante a TODOS os clubes do país disputas eletrizantes de campeonatos cujo desfecho só é conhecido nas últimas rodadas (evitando-se, portanto, o risco de já se saber quem é o campeão dois meses e meio antes do final do campeonato)!





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