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Os gigantes que já caíram
(artigo publicado em 19/11/2012)


A rodada de ontem (18/11/2012) do Campeonato Brasileiro concretizou o que já estava anunciado há várias semanas: a queda do Palmeiras para a Série B. E desde que o rebaixamento alviverde se tornou iminente, muitas piadinhas e provocações circularam pela internet, predominantemente oriundas de torcedores gabando-se de que seus times nunca foram rebaixados. Nessas piadinhas e provocações, muitos erros foram cometidos, alguns fatos foram ignorados, outros foram distorcidos. Sem entrar na discussão sobre se esses erros e distorções são intencionais ou fruto de desconhecimento, este parece ser um bom momento para passar a limpo a história dos acessos e descensos no Campeonato Brasileiro e a relação completa das vezes em que cada um dos "12 gigantes" já foi (ou deveria ter sido) rebaixado para a Segunda Divisão nacional:

1º Período: 1971 a 1979
Nesse período, só houve disputa de Segunda Divisão em 1971 e 1972 e mesmo nesses anos não houve acesso e descenso regulares (o Villa Nova-MG, por exemplo, foi campeão da Segundona em 1971 e não disputou divisão alguma em 1972). Nos anos 70, a definição dos participantes do Campeonato Brasileiro era muito mais política do que técnica e os "12 gigantes" sempre eram incluídos na lista de convidados.
As únicas ausências nesse período aconteceram em 1979, quando São Paulo, Corinthians e Santos se recusaram a disputar o campeonato: por causa da superposição de datas do Brasileiro com os estaduais, a CBD havia permitido aos times do RJ e de SP entrarem somente na segunda fase e a Guarani e Palmeiras, campeão e vice de 1978 (e que por essa razão estavam disputando também a Libertadores), entrarem apenas na terceira fase. São Paulo, Corinthians, Santos e Portuguesa reivindicaram igualdade de tratamento e pediram para entrar apenas na terceira fase. A CBD negou o pedido e os quatro clubes acabaram não disputando o campeonato.

2º Período: 1980 a 1984
Em 1979, a CBD foi desmembrada nas várias confederações específicas de cada esporte e a recém-nascida CBF passou a utilizar os campeonatos estaduais como classificatórios para o Brasileiro. Os clubes mais bem colocados de cada estado se classificavam para a Taça de Ouro (nome dado para a Primeira Divisão da época) e os clubes das colocações seguintes disputariam a Taça de Prata (a Segunda Divisão da época). Em 1981 também foi realizada a Taça de Bronze (a Terceira Divisão de então).
Além da classificação por meio dos campeonatos estaduais, também havia outros acessos e descensos:

- Em 1980, 1981 e 1983, o campeão da Taça de Prata foi promovido para a Taça de Ouro do ano seguinte (em 1984, campeão e vice foram promovidos para a elite de 1985);
- De 1980 a 1983, os vencedores dos grupos da Segunda Fase da Taça de Prata foram promovidos para a Taça de Ouro do mesmo ano (em 1984, a Taça de Prata teve um formato mais curto e promoveu somente o seu campeão, diretamente para a Terceira Fase da Taça de Ouro);
- Em 1982 e 1983, os piores colocados da Primeira Fase da Taça de Ouro eram rebaixados para as fases finais da Taça de Prata do mesmo ano.

Nesse período, embora não tenha existido um rebaixamento nos moldes atuais (com os piores classificados da Taça de Ouro de um ano caindo para a Taça de Prata do ano seguinte), alguns dos "12 gigantes" conheceram ou deveriam ter conhecido o sabor da "Segundona":

1981 - Corinthians e Palmeiras disputaram a Taça de Prata (o Palmeiras foi eliminado na Primeira Fase e o Corinthians conseguiu o acesso á Taça de Ouro)
1982 - Palmeiras disputou a Taça de Prata (e dessa vez conseguiu o acesso à Taça de Ouro)
1983 - O Santos deveria ter disputado a Taça de Prata (pela classificação no Campeonato Paulista de 1982) mas disputou a Taça de Ouro como convidado da CBF
1984 - O Vasco deveria ter disputado a Taça de Prata (pela classificação no Campeonato Carioca de 1983) mas disputou a Taça de Ouro como convidado da CBF

3º Período: 1985 a 1987
Esse foi um período de transição. Em 1985, as vagas na elite foram definidas por um ranking da CBF e os "12 gigantes" obviamente ficaram entre os contemplados. Em 1986, novamente os "12 gigantes" tiveram seus lugares assegurados por convite mas o regulamento daquele ano previa, pela primeira vez, a formação de uma Primeira e uma Segunda Divisões no ano seguinte. Em 1987, o Clube dos 13 ignorou esse regulamento e criou a Copa União. Para contemplar os clubes excluídos da competição, a CBF criou o Módulo Amarelo, encampou a Copa União e inseriu as duas competições no seu Campeonato Brasileiro cujo regulamento, ao contrário do que usualmente se divulga, previa, sim, acesso e descenso para as divisões de 1988.

Nesse período, mais alguns "gigantes" deveriam ter disputado a Segunda Divisão mas, graças aos acordos políticos que reinavam naquela época, nenhum desses rebaixamentos acabou sendo consumado:

1987 - Vasco deveria ter sido eliminado na Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986 e conseqüentemente (pelo regulamento original de 1986) rebaixado para a Segunda Divisão de 1987. Porém, a CBF inchou a Segunda Fase de 1986 abrindo mais quatro vagas, permitindo ao cruzmaltino seguir adiante na competição.
1987 - Botafogo deveria ter disputado a Segunda Divisão em função de sua classificação final no Campeonato Brasileiro de 1986 (de acordo com o regulamento original daquele ano) mas foi salvo pela criação da Copa União.
1988 - Corinthians e Santos deveriam ter sido rebaixados para a Segunda Divisão (de acordo com o regulamento oficial do Campeonato Brasileiro de 1987) mas a CBF e o C13 acabaram costurando uma nova Primeira Divisão e ninguém acabou rebaixado.
1988 - Flamengo e Internacional cometeram W.O. em seus jogos contra Guarani e Sport pelo quadrangular final do Campeonato Brasileiro de 1987 e, de acordo com o código disciplinar da época, deveriam ser punidos com o rebaixamento à Segunda Divisão (exatamente a mesma punição aplicada ao Coritiba em 1989/90).

Em tempo: caso alguém queira mais informações sobre o polêmico campeonato de 1987, seguem abaixo as referências que comprovam que, de acordo com as regras vigentes na época, os rebaixamentos citados realmente deveriam ter acontecido:
Rebaixamento dos dois últimos colocados do Módulo Verde de 1987 para a Segunda Divisão de 1988: Jornal do Brasil (09/09/1987, pg. 24), Diário de Pernambuco (10/09/1987, não tenho o número da página), O Estado de São Paulo (13/09/1987, pg. 35).
Rebaixamento dos times que cometerem W.O.: Jornal do Commercio-PE (23/01/1988, pg. 20).

4º Período: 1988 até hoje
Em 1988 o Campeonato Brasileiro finalmente passou a ter divisões bem definidas, com acesso e descenso regulares (apesar das viradas de mesa em 1996/1997 e 1999/2000). Desde então, os "gigantes" que passaram ou deveriam ter passado pela Série B foram:

1992 - Grêmio disputou a Série B
1997 - Fluminense deveria ter disputado a Série B mas foi salvo pelo "escândalo Ivens Mendes"
1998 - Fluminense disputou a Série B
1999 - Fluminense disputou a Série C
2000 - Botafogo deveria ter disputado a Série B mas foi salvo pelos pontos ganhos no polêmico "caso Sandro Hiroshi" e posteriormente pela Copa João Havelange
2000 - Fluminense deveria ter disputado a Série B mas foi içado à Série A pela Copa João Havelange
2003 - Palmeiras e Botafogo disputaram a Série B
2005 - Grêmio disputou a Série B
2006 - Atlético Mineiro disputou a Série B
2008 - Corinthians disputou a Série B
2009 - Vasco disputou a Série B
2013 - Palmeiras disputará a Série B

Resumidamente, esse é o histórico completo de cada time (em negrito os anos em que disputou e em itálico os anos em que deveria ter disputado a Segunda Divisão):

ATLÉTICO MINEIRO: 2006
BOTAFOGO: 1987, 2000, 2003
CORINTHIANS: 1981, 1988, 2008 (além de não ter participado do Brasileiro em 1979)
CRUZEIRO: nunca
FLAMENGO: 1988
FLUMINENSE: 1997, 1998, 1999 (Série C), 2000
GRÊMIO: 1992, 2005
INTERNACIONAL: 1988
PALMEIRAS: 1981, 1982, 2003, 2013
SANTOS: 1983, 1988 (além de não ter participado do Brasileiro em 1979)
SÃO PAULO: nunca (não participou do Brasileiro em 1979)
VASCO: 1984, 1987, 2009

Fica aqui, então, uma sugestão de pauta para as revistas, jornais, sites, canais de TV e outros veículos especializados em esporte.


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